
Olhar a vida por um prisma diferente pode ser desafiador, pode ser maravilhoso ou assustador.
Buscamos mais tempo para nós, mas não nos damos conta do quanto somos escravos de nossos compromissos, de nossas convenções, de nossos problemas que ganham maior valor do que os momentos bons, do que nossos amigos e familiares.
Me culpo por chegar atrasado com impressionante pontualidade, me culpo por deixar alguns compromissos para o amanhã (talvez esse amanhã seja daqui a um ano), mas não me arrependo de mudar meu caminho, minha rotina no meio da tarde para ver alguém que amo, mesmo que seja por alguns minutos, mesmo que seja necessário abrir mão de alguma obrigação.
O que mais me atrai no Jazz é o improviso, o solo que ninguém nunca ouviu, nem nunca mais vai ouvir, a versão que passa e nunca mais volta, exlcusividade que só o improviso te dá, a nota que não era, mas acaba sendo, assim como é a vida, assim como são as coisas que marcam para sempre, assim como devem ser os amores, cheios de surpresas, cheios de presença de espírito, cheios de loucura, cheios de compromissos com a alma e não com o relógio e sua lógica que nada tem a ver com a loucura e a beleza.
Uma vez li uma frase que dizia que "...o esporte é o único entretenimento que ninguém sabe o final...", perfeito como entretenimento, perfeito como apenas aquilo que é imperfeito, é.
Somos aquilo que acreditamos ser e não há nenhuma evidência física que mostre que o tempo não possa voltar. Não há nada que possa que me convencer que uma coisa é pelo simples fato de ser, as coisas são aquilo que acreditamos que elas são, pois o universo é cheio de milhares de possibilidades, e nós, assim como qualquer situação, somos apenas uma delas.
Nada é imutável, o imutável é um conceito, uma convenção.
Uma pedra sõ é sólida quando a tocamos, mas mesmo assim pode não ser, pois pode haver um hiato em sua matéria, que ainda que ínfimo, invalida a possibilidade dela ser sólida.
Somos uma possibilidade, aceite isso, não veja mais as coisas como são, pois elas podem não ser aquilo qie se convencionou ver!
2 comentários:
hã!?
cuma!?
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